Participantes 2008

HELOISA BUARQUE DE HOLLANDA

Heloisa Buarque de Hollanda

Heloísa Buarque de Hollanda

Professora titular de Teoria Crítica da Cultura da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ). Foi ainda diretora da Editora da UFRJ, do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e coordenadora da Coordenação Interdisciplinar de Estudos Culturais (CIEC/ECO/UFRJ). Sua principal linha de pesquisa tem sido as relações entre política e cultura a partir da década de 60. Publicou vários artigos, ensaios e livros entre os quais destacam-se: a antologia 26 poetas hoje, Impressões de viagem, Cultura e participação nos anos 60, Patrulhas ideológicas, Pós-modernismo e política, Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura e mais recentemente e Esses poetas – uma antologia dos anos 90. Trabalhou ainda como diretora e roteirista em cinema, rádio e TV.

>>> Heloisa mediará a mesa Geração Espontânea, no dia 20 de setembro, às 14h30.

=> Confira uma entrevista com Heloísa Buarque de Hollanda no Fórum da UFRJ.

VIVIANE MOSÉ

Viviane Mosé

Viviane Mosé

Poeta e psicanalista. Nasceu em Vitória. Registra suas performances poéticas em eventos como CEP 20.000 do Rio de Janeiro. Lançou os livros de poesias ‘Receita para Lavar Palavra Suja’(Arte Clara), ‘Desato’(Record) e ‘Toda Palavra’(Record). Organizou o livro de poesias’Reino dos Bichos e dos Animais é o Meu Nome’, de Stela do Patrocínio – interna do Hospital Psiquiátrico de Engenho de Dentro. E escreveu e apresentou o quadro “Ser ou não Ser”, do Fantástico, na rede Globo.

>>> Viviane participará da mesa Geração Espontânea, no dia 20 de setembro, às 14:30.

Toda Palavra

Procuro uma palavra que me salve
Pode ser uma palavra verbo
Uma palavra vespa, uma palavra casta.
Pode ser uma palavra dura. Sem carinho.
Ou palavra muda,
molhada de suor no esforço da terra não lavrada.
Não ligo se ela vem suja, mal lavada.
Procuro uma coisa qualquer que saia soada do nada.
Eu imploro pelos verbos que tanto humilhei
e reconsidero minha posição em relação aos adjetivos.
Penso em quanta fadiga me dava
o excesso de frases desalinhadas em meu ouvido.
Hoje imploro uma fala escrita,
não pode ser cantada.
Preciso de uma palavra letra
grifada grafia no papel.
Uma palavra como um porto
um mar um prado
um campo minado um contorno
carrossel cavalo pente quebrado véu
mariscos muralhas manivelas navalhas.
Eu preciso do escarcéu soletrado
Preciso daquilo que havia negado
E mesmo tendo medo de algumas palavras
preciso da palavra medo como preciso da palavra morte
que é uma palavra triste.
Toda palavra deve ser anunciada e ouvida.
Nunca mais o desprezo por coisas mal ditas.
Toda palavra é bem dita e bem vinda.

O poema ‘TODA PALAVRA’, de Viviane Mosé, encontra-se no livro ‘Receita para Lavar Palvra Suja’ (Arte Clara).

FLÁVIO IZHAKI

Flávio Izhaki, por Tomás Rangel

Flávio Izhaki, por Tomás Rangel

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1979. Co-organizou e participou como contista do livro Prosas cariocas – uma nova cartografia do Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2004) e das antologias Paralelos – 17 autores da nova literatura brasileira (Agir, 2004) e Contos sobre tela (Pinakotheke Edições, 2005). Tem vários contos publicados em revistas impressas e eletrônicas, e foi apontado por um júri convocado pelo jornal O Globo como aposta literária da nova geração de autores nacionais. De cabeça baixa é seu primeiro romance.

>>> Flávio participará da mesa Geração Espontânea, no dia 20 de setembro, às 14:30.

MIGUEL CONDE

Miguel Conde

Miguel Conde

Miguel Conde nasceu no Rio de Janeiro, em 1981. É jornalista, hoje repórter do suplemento literário Prosa & Verso (O Globo). Participou da antologia Prosas Cariocas – Uma nova cartografia do Rio de Janeiro (Casa da Palavra,2004), e tem um blog: http://www.olivetti22.blogger.com.br

>>> Miguel participará da mesa Geração Espontânea, no dia 20 de setembro, às 14:30.

TANUSSI CARDOSO

Tanussi Cardoso

Tanussi Cardoso

Poeta, crítico, contista e letrista de MPB. Além de ter seus poemas publicados em dezenas de Antologias, tem 6 livros de poesia editados, entre eles, Viagem em Torno de (7Letras, 2000) e Exercício do Olhar. (Fivestar, 2006). Tem poemas publicados na Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, EUA, Itália, México, Portugal e Uruguai, e traduzidos para o francês, espanhol e italiano. Pertence ao PEN CLUBE do Brasil, à União Brasileira de Escritores (UBE/RJ), à Associação dos Poetas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (APPERJ) e é o atual Presidente do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro (SEERJ).

>>> Tanussi mediará a mesa Empório de Palavras, no dia 20 de setembro, às 16:50.

A Hora Absoluta

Estranhos
meus mortos abrem as janelas
penetram em meu quarto
e me sufocam.
Insinuantes
me beijam e sangram em mim
alegrias e pecados
acariciando, sem pudor
meus sonhos, minhas partes
e meus ossos.
Meus mortos e seus gemidos
têm rostos, sinais
e olhos que fagulham calafrios.
Ousados
vêm no breu do sono
e debruçam sobre meu corpo
silentes e queridos
e rezam
e choram por mim
como a lua clamando
sua outra metade
como um espelho
colando os próprios vidros.
Meus mortos sem censura
meus delicados mortos
que, à noite, penteiam meus cabelos
e, solidários, preparam o meu jardim.

JOÃO EMANUEL MAGALHÃES PINTO

João Emanuel M. Pinto

João Emanuel M. Pinto

João Emanuel M. Pinto nasceu no Rio de Janeiro, em 1979. Estudou jornalismo e fundou a Editora Guarda-chuva em 2006, que já conta com 12 livros publicados. Em 2007, criou o selo Nova-ficção, dedicado a descobrir novos talentos, como Maria Helena Nascimento e Flávio Izahki.

>>> João participará da mesa Empório de Palavras, no dia 20 de setembro, às 16:50.

EUCANAÃ FERRAZ

Eucanaã Ferraz

Eucanaã Ferraz

Poeta e professor de literatura brasileira na faculdade de letras da UFRJ. Escreveu, entre outros, os livros de poemas Martelo (Sette Letras, 1997); Desassombro (7 Letras, 2002, prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Fundação Biblioteca Nacional), publicado em Portugal (Quasi, 2001); e Rua do mundo (Companhia das Letras, 2004), publicado em Portugal (Quasi, 2006). Organizou os livros Letra só, com letras de Caetano Veloso (Companhia das Letras, 2003), publicado em Portugal (Quasi, 2002); Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes (Nova Aguilar, 2004), a antologia Veneno antimonotonia — Os melhores poemas e canções contra o tédio (Objetiva, 2005) e O mundo não é chato, com textos em prosa de Caetano Veloso (Companhia das Letras, 2005). Publicou ainda, na coleção Folha Explica, o volume Vinicius de Moraes (Publifolha, 2006). Edita, com André Vallias, a revista on line Errática (www.erratica.com.br).

>>> Eucanaã participará da mesa Empório de Palavras, no dia 20 de setembro, às 16:50.

O Desfotógrafo

Vejo tudo agora diferente,
como se o tempo contra o rio
dirigisse e de trás pra frente
eu descrevesse um livro

e cada palavra nele se tornasse
livre e me fizesse livre
e sílaba sílaba toda memória
desaparecesse – sumisse! –

como se, na nossa frente, tudo
o que fomos um dia num passe
de mágica evaporasse num passe
de música, num passo – no ar!

Hoje tudo dá-se a ver sem dor,
limpo, sem um traço de paixão.
Os poemas se apagaram, e, repara
façamos um balanço: de nós

restou não mais que a folha livre
de depois do livro, retrato em
branco em branco

O poema ‘O Desfotógrafo’, de Eucanaã Ferraz, encontra-se no livro ‘Cinemateca (Dantes).

CLAUFE RODRIGUES

Claufe Rodrigues

Claufe Rodrigues

Jornalista e poeta faz documentários e programas de TV sobre literatura. Tem 10 livros publicados – o mais recente Escreva sua história da Ed. Five Star, 2004. Foi um dos Camaleões, fez parte do Ver o Verso e, no show Sol na boca, apresentado no Canequinho Café de maio a julho deste ano, começou a mostrar seu trabalho de compositor, com a Banda do Sol.
>>> Claufe participará da mesa Empório de Palavras, no dia 20 de setembro, às 16:50.

O Dono do Tempo

Vejo beleza em tudo o que vejo
Porque sou poeta e me alimento do que é belo
Ante meus olhos
Baleias viram sereias
Sirenes tocam sinos
Tenho a alma de um menino
Que ainda está para nascer.
Sou o dono do meu tempo
Mas de repente vem um vento e eeeê…

Vejo beleza nos casais que se amaram para sempre
E porque não, vejo beleza nos amantes de ocasião,
Verão vermelho na eternidade cinza.
Vejo beleza na flor e no espinho,
Na água e no vinho,
Na derrota e na vitória.
Vejo beleza na Marina e na Glória, de mãos dadas ao entardecer.
Sou o dono do meu tempo
Mas de repente vem um vento e eeeê…

Vejo beleza nas ruas secundárias,
Mais do que nas avenidas principais.
Vejo beleza nos velhos caminhando nas praças,
Nas meninas comendo pizza nos shoppings,
Até no motorista que avança os sinais,
Enquanto os pedestres passam apressados,
Prestes a enlouquecer.
Sou o dono do meu tempo
Mas de repente vem um vento e eeeê…

Vejo beleza no mínimo e no máximo,
No desperdício e no básico,
No popular e no clássico,
Na música e no barulho,
No vício e na virtude.
Vejo beleza até quando não vejo,
Quando beleza é só o desejo de ver.
Sou o dono do meu tempo
Mas de repente vem um vento e eeeê…

VICTOR PAES

Victor Paes

Victor Paes

Escritor, ator, professor e editor da Confraria do Vento. Publicou, em 2007, seu primeiro livro de poemas, O óbvio dos sábios. Tem seus trabalhos publicados em diversos sites de literatura. Escreve também para teatro e sua peça Mara em um quarto estará em cartaz durante o ano de 2008. No momento, prepara-se para voltar aos palcos com pequenas cenas poéticas em recitais e eventos de literatura. Prepara também seu primeiro livro de contos. Sua página na internet: www.victorpaes.blogspot.com

>>> Victor participará da mesa Empório de Palavras, no dia 20 de setembro, às 16:50.

1

tirar esse dia pra manhã

varrer uma caixa de ramos e relva de si
transportá-la
torná-la tão no centro de uma montanha
que de repente
a caixa
caixa de montanha

2

toda montanha contém uma caixa

RAMON MELLO

Ramon Mello

Ramon Mello

Escritor, poeta, jornalista e ator – formado pela Escola de Teatro Martins Pena. Autor do livro “Tumorgrafias” (Editora Cartaz/2006). Mantém o BLOG ‘Sorriso do Gato de Alice’ e o ‘Cick(IN)VERSOS’, no portal Click21 – especializado em entrevista com jovens escritores. Atualmente, finaliza o romance ‘all star bom é all star sujo’ e o livro de poesias ‘Vinis Mofados’.

>>> Ramon mediará mesa Palavras nos meios: tecnologia e miscigenação, no dia 21 de setembro, às 14:30.

Palavra Pensada

nem toda palavra
que digo eu utilizo

muitas vezes cuspo
vogais consoantes
conjunções verbais

palavra pensada
não causa (impressão)

LUCAS VIRIATO

Lucas Viriato

Lucas Viriato

Nasceu no Rio de Janeiro, em março de 1984. Atualmente, cursa Letras na PUC-Rio, onde edita com amigos o jornal literário Plástico Bolha, que já publicou centenas de textos de mais de 250 autores em seus três anos de existência. Publicou o livro Memórias Indianas, pela Ibis Libris, em 2007 e agora prepara seu segundo livro, Retorno ao Oriente, que será lançado ainda este ano, pela 7Letras.

>>> Lucas participará da mesa Palavras nos meios: tecnologia e miscigenação, no dia 21 de setembro, às 14:30.

OMAR SALOMÃO
Poeta. É integrante da banda Vulgo Quinho & Os Caras, onde fala poesia. Publicou seu primeiro poema Pedras Portuguesas aos 13 anos, na revista O Carioca. Autor de À Deriva (Dantes), seu primeiro livro de poesias. Omar é filho do poeta Wally Salomão.

>>> Omar participará da mesa Palavras nos meios: tecnologia e miscigenação, no dia 21 de setembro, às 14:30.

Cacos
para Quinho

Fujo,
Entre tulipas vazias,
Do estupor das nostalgias.
Professores acadêmicos,
Com suas esmagadas utopias,
Proferem contra ausência das minhas.

Atravesso a rua
Por um suco de manga.
Estampado no peito
Comandante Marcos, Guevara, MST.
Puma, Totem, Zoomp, CCCP.

Meus heróis mudam a cada semana.
Um chope gelado porque
Nada mais me leva ao delírio.
Me apaixono a cada minuto
Por uma beleza qualquer.

Meus heróis se dissolvem,
Sob a chuva fina.

O poema ‘Cacos’, de Omar Salomão, encontra-se no livro ‘À Deriva’ (Dantes).

ALICE SANT’ANNA

>>> Alice participará da mesa Palavras nos meios: tecnologia e miscigenação, no dia 21 de setembro, às 14:30.

http://adobradura.blogspot.com/

casa de morar

juntar telhas é esconder
o céu remendar o teto
proteger do dia
espantar mosquitos

comprar uma moldura de madeira
sem ter o que emoldurar
é desenhar na parede
um retângulo
é recortar o ar

erguer escadas é empilhar
degraus é levar pro
teto é trotear
pro térreo

não tem cabimento esse chão que cobre tudo

OLGA SAVARY

Olga Savary

Olga Savary

Olga Savary nasceu em Belém do Pará. Escritora (poeta, contista, romancista, crítica e ensaísta), tradutora e jornalista já ganhou diversos prêmios nacionais de literatura como o Prêmio Jabuti de Autor Revelação.

>>> Olga participará da mesa Palavras nos meios: tecnologia e miscigenação, no dia 21 de setembro, às 14:30.

A água

se enovela pelas pernas
em fio de vigor espiralado
sobre o ventre e o alto das coxas.
O orgasmo é quem mede forças
sem ter ímpeto contra a água.

LEANDRO JARDIM

Leandro Jardim

Leandro Jardim

Poeta, letrista e compositor, Leandro lançou em 2008 seu primeiro livro, Todas as Vozes Cantam.

>>> Leandro mediará a mesa Vanguarda, no dia 21 de setembro, às 16:50.

Currículo

Vago longe
à caça
de vagas.
Divago manso
e calço
vagaroso
minhas calçadas.
Logo canso,
meia-volta,
vai ver
me manco.

PAULO HENRIQUES BRITTO

Paulo Henriques Britto

Paulo Henriques Britto

Nasceu no Rio de Janeiro em 1951. Formou-se em línguas portuguesa e inglesa na PUC-Rio, e lá concluiu o mestrado em língua portuguesa; recebeu o título de Notório Saber nessa instituição, onde atua em oficinas de tradução e criação literária na graduação e supervisiona uma linha de pesquisa sobre tradução de poesia e outra sobre poesia brasileira contemporânea na pós-graduação. Traduziu, além de obras de ficção de vários autores, a poesia de Byron, Wallace Stevens, Elizabeth Bishop, Allen Ginsberg e Ted Hughes. Publicou cinco livros de poesia — entre eles, Trovar claro (1997), Macau (2003) e Tarde (2007) — e um volume de contos, Paraísos artificiais (2004). Uma antologia de poemas seus foi lançada nos Estados Unidos, The clean shirt of it, com tradução e introdução de Idra Novey (2007).

>>> Paulo Henriques participará da mesa Vanguarda, no dia 21 de setembro, às 16:50.

Um pensamento revirado na cabeça
como uma folha carregada pelo vento.

A folha está em branco, embora um pouco suja,
porém as marcas que a escurecem dizem nada,

e o próprio vento que levanta e arrasta a folha
também diz nada, nada (embora uive tanto).

Mesmo que a folha continue a debater-se
no mesmo vento por cem anos, sem cessar,

as marcas negras contra o fundo outrora branco
continuarão dizendo nada, nada, nada.

A folha traça aleatórios torvelinhos
com a mesma persistência estúpida e implacável

com que dança a idéia na cabeça cansada
dizendo sempre nada, nada, nada, nada.

BEATRIZ RESENDE

Beatriz Resende

Beatriz Resende

Professora de Literatura Comparada e Teoria Literária da Faculdade de Letras da UFRJ. No PACC/UFRJ coordena o PACC On line e na CIEC/ECO/UFRJ é coordenadora da linha de pesquisa Estudos da cidade. Como pesquisadora do CNPq desenvolve o projeto Os outros do Modernismo carioca. Contemplada com a bolsa RioArte, prepara o estudo Rio de Janeiro, vertiginosa e cosmopolita cidade dos anos 20. Publicou Cronistas do Rio (R.J., José Olympio, 1995), Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos (R.J./S.P.,Editora UFRJ/Editora UNICAMP, 1993) e Quase Catálogo 4: A telenovela no Rio de Janeiro: 1950-1963 (R.J.,CIEC/ECO/UFJR). Foi representante do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro de agosto de 1996 à abril de 1998. É autora do livro de ensaio sobre Literatura Brasileira Contemporâneo (Casa da Palavra, 2008).

>>> Beatriz participará da mesa Vanguarda, no dia 21 de setembro, às 16:50.

DADO AMARAL

Dado Amaral

Dado Amaral

Poeta. Sua poesia percorre diversos caminhos, como o Boato, banda que atuou intensamente na década de 90 no Rio de Janeiro. Em cinema realizou nove filmes, entre eles Porr Gentileza, O Rio Severino e Novela Vaga. Ator e professor de teatro, dá aulas de interpretação no grupo Nós do Morro desde 2002. Em 2006 criou o projeto Na Boa Companhia, grupo de teatro e educação para adolescentes de comunidades do RJ. Publicou poemas nos jornais Letras e Artes, O Tempo, na revista O Carioca e no site Cronópios. Manteve por dois anos o blog poeriahttp://poeria.zip.net/ Prepara a publicação de seu primeiro livro, Olho Nu.

>>> Dado participará da mesa Vanguarda, no dia 21 de setembro, às 16:50.

Vem serpente
Vem serpente, apareça
bem aqui na minha frente
que eu corto a sua cabeça
com um golpe só

deixe que eu ofereça
esse serviço
essa ação desinteressada
cortar sua cabeça, mais nada

pode ser com o facão
ou então com a enxada
cutelo, adaga, espada
punhal ou cimitarra,
canivete ou peixeira,
a lâmina que queira

minha missão é uma só
cortar sua cabeça
sem paixão nem dó

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