Enter – Antologia Digital

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As “práticas literárias” de poetas, prosadores, quadrinistas, cordelistas e rappers de todo o país estarão no site ENTER – Antologia Digital, criado por Heloisa Buarque de Hollanda.

O espaço reúne o trabalho textual e audiovisual de 37 escritores com idades variando entre 20 e 40. Os autores selecionados são, também, atores, músicos, cartunistas, apresentadores de TV, editores, web designers, produtores culturais e ativistas.

SIMPOESIA 2009

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Hoje, em SP, começou o SIMPOESIA 2009, evento que agrega poetas e críticos literários do Brasil e exterior.

A realização é da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e a curadoria de Virna Teixeira.

Para conferir a programação, basta clicar aqui.

Cabe lembrar que, além de palestras, leituras, música e uma feira de editoras independentes de poesia do Brasil e Argentina promovida pela revista Grumo, a Virna lançará seu novo livro de poemas Trânsitos e apresentará três representantes da recém-criada editora de plaquete Arqueria:

Quando o meu generoso coração falhar, poemas inéditos de Horácio Costa (Selo “O Arqueiro Verde’);

Love is all, publicacão de estreia de Daniela Ramos (Selo Artémis);

Crossing/ Travessia, plaquete bilíngue de Antônio Moura com tradução para o inglês de Stefan Tobler (Selo Sherwood).

Dicionário amoroso da língua portuguesa

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3x Claudio Daniel

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1.

O poeta Claudio Daniel realiza um curso de criação poética no Ateliê do Centro, localizado na rua Epitácio Pessoa, 91, próximo à estação de metrô República, em São Paulo.

O curso, que acontece aos sábados, das 15 às 17h, é dividido em vários módulos, com exposições teóricas sobre Mallarmé, Valéry, Ezra Pound, Haroldo de Campos, entre outros poetas, e exercícios práticos de criação.

Para que mora em outras cidades, o curso pode ser feito on line, via Skype.

Informações sobre o curso estão disponíveis no blog Laboratório de criação poética, na página http://labcripoe.blogspot.com.

Quem estiver interessado em participar pode enviar uma mensagem para o e-mail claudio.dan@gmail.com.

2.

O Claudio também está aprontando uma boa para os cariocas, no meio de junho. Será curador do Festival literário Artimanhas Poéticas, dias 12 e 13, no Real Gabinete Português de Leitura.

O evento contará com a participação de críticos literários, poetas jovens e consagrados e editores de revistas, e incluirá palestras, debates, recitais, lançamentos, performances musicais e de poesia sonora.

No blog do evento você pode conferir a programação em detalhes.

3.

Recentemente, o Claudio publicou o poema Letra negra, na Cronópios. O poema não é colável aqui, então deem um pulinho lá, que vale a pena!

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Claudio Daniel é poeta, tradutor e ensaísta. Publicou os livros de poesia Sutra (1992), Yumê (1999), A sombra do leopardo (2001) e Figuras Metálicas (2005) e o de contos Romanceiro de Dona Virgo (2004), entre outros títulos. Organizou os eventos literários internacionais Galáxia Barroca e Kantoluanda, em 2006, e foi um dos curadores do Tordesilhas, Festival Ibero-Americano de Poesia Contemporânea, em 2007. É editor da revista eletrônica de poesia e debates Zunái e mantém o blog Cantar a Pele de Lontra .

Evento quarta-feira!

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Coisa que o primeiro cachorro na rua pode dizer

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A ideia não era voltar ao Brasil agora, mas já não sei bem se devo alguma coisa à antiga ideia (coerência é virtude, é o quê?), de toda forma a virtualidade não conhece fronteiras. Aonde quero chegar. Aonde quero chegar: acabei chegando aqui: Coisa que o primeiro cachorro na rua pode dizer; já leram? Segue amostra grátis:

entre-fôlegos de um basqueteiro solitário
quinze para as duas da tarde
na trajetória indefinida da bola, um vôo cego de idéias inacabadas quicando no chão e nos muros
ah!, se não tivesse quebrado tantas promessas de intimidade, ou não faltasse aos encontros e aos riscos
talvez fosse milionário e igualmente descontente, talvez estivesse feliz criando cogumelos em Nova Lima
não tenho radar para me guiar no escuro, e na claridade desta tarde orientes e mitos surgem ofuscados
sobram contornos, arestas, rugosidades
e entre uma linha e outra, inúmeras e imprudentes lagartas esmagadas
e entre o chão e o aro, o peso e a circunferência onde me arremesso
talvez eu deva jogar na mega-sena acumulada
e se ganhar aquela bolada (ah!, se ganhar aquela bolada), ir rifar o dinheiro com as putas parisienses, subornar um senador da república ou patrocinar cocaína para os amigos
mas o que pode restar de alguém que um dia ganhou tantos milhões de dinheiros
poderá caminhar à tarde, pegar o metrô em Botafogo e ir ao centro da cidade procurar um livro no sebo?
poderá dormir no ônibus, com o rosto encostado no vidro, e não saltar no ponto de descida?
perder-se, sentir fome, carregar silenciosamente uma hérnia de disco, ter um pâncreas ectópico, uma esofagite de refluxo
não sei por quanto tempo os joelhos vão suportar todos estes impactos
há tantos arremessos, encontros, chutes, medidas
e coisas sem sentido que me compõem, habitam os passos e os intestinos
há ainda muito a fazer
escutar cantores populares que vêem deuses todo santo dia, ou comem pentes, ou decifram o mistério das pirâmides, a configuração das estrelas
não para tentar responder ao tablóide inglês qual o sentido da vida
pois essa é mais uma coisa que você pode perguntar ao primeiro cachorro na rua que ele vai lhe dizer

O poema é do Caio Meira, você pode ler o livro online (só clicar no título lá em cima) ou o comprar no site da Azougue.

Lançamento do livro de Leonardo Marona

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